Respostas Textuais
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Saúde mental e sofrimento dos residentes Burnout, ansiedade, depressão, assédio e sobrecarga. Acesso real e sigiloso a suporte psicológico. Prevenção do adoecimento e não apenas atendimento depois que o residente adoece. Carga horária, condições de trabalho e qualidade da formação Cumprimento da carga horária sem exploração do residente como mão de obra. Respeito aos momentos de estudo, descanso e atividades teóricas. Fiscalização das condições oferecidas pelos programas. Bolsa, valorização e condições materiais para permanecer na residência Reajuste e valorização da bolsa. Auxílio-transporte, alimentação e moradia, especialmente para quem precisa se mudar de cidade. Discussão sobre a realidade financeira de quem recebe uma bolsa e trabalha em dedicação exclusiva. Preceptoria e tutoria de qualidade Formação e valorização dos preceptores. Tempo protegido para preceptoria. Residentes não podem ficar sem supervisão adequada ou assumir responsabilidades incompatíveis com seu nível de formação. Integração ensino-serviço-comunidade A residência precisa formar profissionais no e para o SUS, e não simplesmente utilizar residentes para suprir déficit de trabalhadores. Fortalecimento da relação entre universidades, serviços, gestores, trabalhadores e comunidade. Participação e protagonismo dos residentes na gestão das residências Participação efetiva nas COREMUs, fóruns e espaços decisórios. Escuta dos residentes na avaliação e reformulação dos programas. Garantia de representação sem medo de retaliação. Interprofissionalidade de verdade Como fazer diferentes profissões trabalharem juntas de maneira efetiva. Superação da formação fragmentada por categoria profissional. Discussão de casos e projetos realmente multiprofissionais. Diversidade, equidade e combate às violências Racismo, LGBTfobia, capacitismo, machismo e outras formas de violência dentro dos espaços de formação e trabalho. Inclusão e permanência de residentes de diferentes grupos sociais. Protocolos institucionais para denúncia e enfrentamento de assédio e violência. Formação para o SUS e defesa do caráter público das residências Qual o profissional que o Brasil precisa formar? Como garantir que as residências estejam alinhadas às necessidades reais do SUS? Expansão das residências de acordo com as necessidades epidemiológicas e sociais do país. Residência e futuro profissional O que acontece depois que o residente termina? Inserção dos egressos no SUS. Reconhecimento da formação em processos seletivos e concursos. Continuidade da carreira no SUS. E tem um tema que eu colocaria como prioridade máxima: Residência em saúde: formação ou precarização do trabalho?
Eu achei a seleção dos trabalhos para apresentação presencial e on-line muito questionável. Foram cerca de "900 trabalhos submetidos", e eu recebi o Parecer em algumas horas, o que me fez questionar como foi possível realizar uma avaliação tão rápida de um volume tão grande de trabalhos. Cheguei a pensar que poderia ter sido utilizado algum recurso de Inteligência Artificial nesse processo, embora eu não tenha elementos para afirmar que isso tenha ocorrido. Conversei com outras pessoas, que relataram ter tido a mesma sensação. Essa impressão ficou ainda mais evidente na seleção dos trabalhos que receberam destaque. Chamaram minha atenção, por exemplo, trabalhos baseados predominantemente na análise documental, trabalhos de pessoas diretamente envolvidas na organização do próprio evento e relatos de experiência de caráter predominantemente individual. Não questiono, necessariamente, a qualidade ou a relevância dessas produções isoladamente, mas a seleção delas para receber destaque me pareceu pouco coerente com princípios que considero fundamentais no SUS, como equidade, trabalho coletivo, impacto na comunidade, participação e mobilização social. Para mim, houve um descompasso entre aquilo que o evento se propunha a valorizar e os trabalhos que efetivamente receberam maior visibilidade. Um evento voltado à discussão e à valorização das experiências no SUS poderia, na minha percepção, dar maior destaque a trabalhos que evidenciassem processos coletivos, transformação da realidade dos territórios, participação social, redução de desigualdades e impacto concreto nas comunidades. Por isso, essa foi a pior parte do evento para mim. A forma como os trabalhos foram selecionados e, especialmente, os trabalhos que receberam destaque, me causaram tamanha frustração que perdi completamente a vontade de assistir às apresentações.
Tive que entrar em dois dispositivos diferentes para conseguir votar e ver a live ao mesmo tempo. Quando eu clicava para ir para a votação, saia da live. Acho que seria legal se desse pra ter a votação e a possibilidade de ver a live ao mesmo tempo no mesmo dispositivo (se já der e eu que não soube fazer, ignora). Além disso, acho que seria interessante ter uma forma de avisar que a votação está aberta mais aparente. Eu consegui votar em tudo sem problemas, porém vi que algumas pessoas tiveram dificuldades com o atraso da live. Acredito que um aviso mais aparente/chamativo na própria plataforma de que a votação está aberta, como um sinal sonoro, juntamente com algum recurso visual mais chamativo, talvez ajude. Um aviso de "ATENÇÃO!" na própria plataforma no espaço da votação de que a live pode estar atrasada e é pra seguir o sinal sonoro/visual da plataforma acho que também ajudaria, juntamente talvez com um aviso de que a bolinha do "ao vivo" tem que estar vermelha para que a pessoa esteja vendo com o mínimo de atraso, e como arrumar se ela estiver cinza (mais atrasada) - mas não sei se fica muita informação ou confuso. Acho que essas alterações podem ajudar, principalmente pessoas que possuem mais dificuldade com a internet.
Gostei especialmente da apresentação de trabalhos, com destaque para os relatos de experiência. Acredito que foi um momento muito rico para compartilhar saberes, tentativas bem sucedidas, inovações e projetos, que por conseguinte constituem inspiração para planejamentos de estratégias e ações em nosso próprio território e residência. Também achei incrível a forma como o encontro foi utilizado em sua potencialidade política, para unir os residentes de todo o país em busca de estruturar reivindicações tão necessárias para qualificar nossos trabalhos e vivências dentro do processo da residência, que por muitas vezes se torna árduo e até mesmo adoecedor. Nossa mobilização e olhar crítico sobre esse ponto são precisos para transformar esse cenário, e fico feliz que demos passos tão importantes para trilhar essas mudanças entre essa semana. Participar do 16 encontro fez com que eu percebesse que não estamos sozinhos em nossas dificuldades, do contrário, estamos unidos por elas e continuaremos nos unindo para superá-las, então sinto que minha esperança e ânimo em relação aos programas de residência foram reforçadas.
Bolsa defasada e condições materiais de permanência — moradia, alimentação, transporte e custo de vida. * Carga horária e saúde do residente — até que ponto a formação está virando exploração de mão de obra? * Preceptoria e qualidade pedagógica — residente precisa ser trabalhador do serviço, mas também precisa ter formação garantida. * Assédio e relações de poder dentro dos programas. * Reconhecimento profissional após a residência — especialmente para áreas multiprofissionais que ainda têm pouca valorização. * Interiorização e fixação de profissionais — residência fora das capitais como estratégia de fortalecimento do SUS. * Participação dos residentes na gestão das políticas de residência — não apenas serem convidados para eventos, mas terem poder de decisão. * Residências multiprofissionais e uniprofissionais como política de Estado, e não como programas dependentes da vontade de cada gestão. * Precarização do SUS e impacto na formação — falta de profissionais, estrutura, insumos e serviços sobrecarregados acabam recaindo sobre o residente.
Acredito que os momentos e espaços de troca entre os participantes do evento poderiam ser melhor favorecidos. As apresentações de trabalho pareceram um pouco apressadas, o que não favoreceu o debate e as trocas que seriam importantes tanto da perspectiva da formação quanto da perspectiva do fortalecimento dos residentes enquanto grupo/categoria. Para além disso, percebo que o modelo de discussão proposto pelo evento, que se parece com um espaço de uma conferência em saúde, também pouco favorece momentos de troca e debate entre os residentes/tutores/preceptores. Se os trabalhos ficam com os debates em tempo muito apertado e não sobram outros espaços para discussão e troca entre residentes, pouco se aproveita da potência do encontro entre pessoas tão diversas, de realidades/programas/territórios tão distintos, que tanto poderiam colaborar uns com os outros. Esses espaços de troca também favorecem a luta e fortalecem o movimento social de residentes, por isso acredito que mais espaços de colaboração poderiam ser construídos.
Precisamos pensar em AÇÃO, acredito que a carta-documento que este encontro construiu com tanto consenso tem que ser o pontapé pra partir para AÇÕES concretas. Seja intervenções no congresso, nas câmeras municipais, nos conselhos de saúde, no conselho nacional, seja ações coletivas de forma JURIDICA, seja com organização social, através de greves, aparições na televisão, entrevistas, vinculos com outros atores alheios ao coletivo (exemplo, artistas, profissionais da advogacía, conselhos de classe das profissões e mais e mais e mais). Acredito que precisamos TRABALHAR para AGIR, que não é suficiente subir uma demanda escrita num papel e esperar que a boa vontade dos politicos aconteça. PRECISAMOS FAZER COISAS ALÉM DE ESCREVER, PRECISAMOS FURAR A BOLHA E O GUETO DA RESIDÊNCIA, Temos que trazer outros atores fundamentais para o embate-debate e partir pra frente, sem mais duvidas nem temores, acabar com a passividade interna e realmente mobilizar nossas propostas.
Regulamentação e Transição da Carga Horária: Mudança da retórica para a prática sobre a flexibilização das 60h semanais. O debate precisa focar na aplicação real da jornada reduzida (ex: 40h/44h), garantia de descanso semanal ininterrupto e proteção efetiva das horas teóricas. Saúde Mental e Enfrentamento ao Assédio Moral: Criação de protocolos nacionais obrigatórios para acolhimento psicopedagógico, responsabilização institucional nos casos de assédio no serviço e prevenção do burnout. Institucionalização e Financiamento da Preceptoria: Regulação formal do papel do preceptor no SUS, garantindo horas exclusivas na escala para ensino, incentivos financeiro/funcional e formação continuada. Acompanhamento do PL 504/2021 e Ações Legais: Estratégia de pressão política direta sobre o Congresso e Ministérios (MS/MEC) para aprovação final e regulamentação da Política Nacional de Residência em Saúde.
Acredito que poderia ter sido realizada uma transparência melhor sobre os processos de construção de propostas e método. Sendo do Fórum de Resis, senti que faltou sentarmos juntos e explicar o passo a passo de como seria o método de escolha. Senti que faltou que nos apropriarmos do que estava acontecendo, o que estávamos pensando em propostas, como isso poderia ser levado depois para os GTS. Senti que na hora das discussões foi muito corrido, porque ficou dividido em duas manhãs e pelo atrasado, tivemos meia hora pra nos apresentar e olhar a proposta. E depois, só no outro dia retornamos. Nesse momento do GT, senti que os resis não estavam apropriados das próprias propostas discutidas no fórum. Depois, nas discussões de GTs senti que cada sala fez de um modo diferente, como método mesmo. Ao fazer a junção/votação das propostas, ficou confuso, cansativo e extremamente repetitivo.
Valorização profissional dos egressos da residência, garantindo que os anos de formação sejam reconhecidos como experiência profissional e especialização de alto nível. Reconhecimento da residência em concursos públicos e processos seletivos, com critérios nacionais para pontuação de títulos e/ou experiência profissional. Isso já aparece como uma demanda concreta em concursos recentes, inclusive com reconhecimento da residência como equivalente a mestrado para fins de pontuação em determinado edital. Inserção profissional e empregabilidade dos egressos, criando estratégias para evitar que profissionais altamente especializados terminem a residência sem perspectivas de trabalho. Criação de políticas de absorção dos egressos pelo SUS, especialmente em áreas e regiões prioritárias, aproveitando profissionais já formados e capacitados pelo próprio sistema.
Considero que o evento apresentou temáticas relevantes e atuais, contribuindo de maneira significativa para a reflexão sobre a residência que vivenciamos. As discussões propostas possibilitaram ampliar o olhar sobre diferentes aspectos presentes no cotidiano da formação e da prática profissional, permitindo relacionar os conteúdos abordados com as experiências e desafios encontrados ao longo da residência. Além disso, os temas apresentados estimularam a reflexão crítica sobre nossas práticas, evidenciando a importância de espaços de diálogo, troca de experiências e construção coletiva do conhecimento. Dessa forma, avalio que o evento foi uma oportunidade importante para aprofundar conhecimentos, compartilhar vivências e repensar aspectos da nossa atuação enquanto residentes.
Avalio que a plataforma é ótima!!! parabéns!!! e gostaria de compartilhar alguns aspectos, no início tivemos algumas instabilidades que compreendo que fazem parte do processo, mas agradeço e parabenizo a equipe que ficou atenta ao chat e foi dando retorno e orientações ao pessoal que estava online a partir das demandas. As orientações foram claras e assertivas, a comunicação faz toda diferença. Outro ponto que gostaria de compartilhar como forma de contribuição é que, por exemplo, fiz a submissão de três trabalhos (entre autora e co) e às vezes ao acessar a plataforma aparecia como se eu não tivesse feito submissão alguma. Depois do susto...kkkk voltei na plataforma e ela tinha sido atualizada e constavam os trabalhos...isso aconteceu algumas vezes.
Sou uma pessoa timida e no segundo dia foi apresentado as propostas e pautas de cada estado (que foi bem corrido). E em varios dias foi abordado sobre a titulaçao da residencia equivale a pontuaçao de mestrado em concursos e processos seletivos (na fala do MS da Saude) e dos representantes gauchos. Quando ocorreu o o GT, achei que seria o momento adequado para discutir e ver as propostas, mas no primeiro dia falaram que nao poderia adicionar mais propostar e nem houve tempo habil. E no segundo dia quando consegui falar disseram que nao iriam adicionar pois nao seria uma prioridade entre as pautas. No geral achei muito confuso a participaçao nos grupos de trabalho juntando o online e presencial e nao houve tempo habil para colocar as propostas.
A minha inscrição foi de modo on-line. Eu pude acompanhar todo os debates e as salas de reunião e de fórum através do Meeting, embora a experiência tenha sido boa, seria importante que alguns pontos fossem observados e se possíveis ajustados. A transmissão teve várias falhas de áudio o que dificultou a compreensão e o entendimento do que estava estava exposto, além disso a participação nas salas através do meet ficaram um pouco confusas devido ao posicionamento da câmera, seria interessante posicionar de forma que pudéssemos observar melhor a sala com os participantes, além disso o tempo pra votação era muito curto o que às vezes dificultava o acesso devido problemas técnicos da própria plataforma, poderiam ter um tempo melhor.
A plataforma poderia ser ainda mais simples e intuitiva, principalmente para acesso pelo celular. Seria interessante centralizar em um único espaço a programação completa, salas, horários, links de atividades, materiais apresentados e avisos importantes, com notificações em tempo real sobre mudanças na programação. Também ajudaria ter uma busca mais eficiente, filtros por tema/eixo/estado e uma área para salvar conteúdos ou atividades de interesse. Outro ponto seria facilitar o acesso posterior às apresentações, certificados, registros e materiais do ENRS, mantendo um histórico organizado de cada edição. Por fim, acredito que melhorias de acessibilidade, velocidade e navegação pelo celular tornariam a experiência muito melhor.
Valorização e defesa das residências em saúde; condições de trabalho e formação dos residentes; saúde mental e prevenção do adoecimento durante a residência; financiamento e valorização das bolsas; fortalecimento da preceptoria e tutoria; precarização do trabalho; educação interprofissional e integração ensino-serviço-comunidade; participação e representatividade dos residentes nos espaços de decisão; fortalecimento do SUS, da Saúde Coletiva e da Atenção Primária; equidade em saúde e cuidado das populações vulnerabilizadas. Também considero fundamental discutir experiências exitosas desenvolvidas pelos residentes nos territórios e o papel das residências na transformação da realidade local e das políticas públicas.
Acho que a plataforma poderia ter uma navegação mais intuitiva e centralizada, facilitando o acesso à programação, às salas, aos links de transmissão, aos formulários e ao registro de presença. Também seria interessante disponibilizar notificações e lembretes sobre o início das atividades, além de melhorar a visualização pelo celular. Outra sugestão seria deixar mais evidente o acompanhamento da programação e da presença, evitando que o participante precise procurar essas informações em diferentes espaços da plataforma. Acredito que recursos de acessibilidade, como melhor contraste, tamanho ajustável das fontes e compatibilidade com leitores de tela, também tornariam a experiência mais inclusiva.
Não podem faltar temas como: valorização dos residentes e melhoria das condições de formação e trabalho; fortalecimento e financiamento das Residências em Saúde como política pública do SUS; qualidade da preceptoria e tutoria; carga horária, bolsas e direitos dos residentes; saúde mental e qualidade de vida durante a residência; educação interprofissional e integração ensino-serviço-comunidade; interiorização e redução das desigualdades regionais; participação dos residentes na gestão e nas decisões das COREMEs/CNRMS; perspectivas de inserção profissional após a residência; além do papel das residências na Atenção Primária, na integralidade do cuidado e no fortalecimento do SUS.
Pouco espaço para debate e discussão. Sou R1, não venho de nenhum fórum estadual, senti falta de entender o que estamos fazendo e discutindo! senti falta de espaço para discussões sobre prática sem ser as mesas de trabalho - espaços curtos de fala, com poucas possibilidades, poucos debates integrados, pouco político... muitas coisas ficaram sobrando, as propostas foram por pouco tempo apresentadas no ultimo dia, tendo o local de sede do próximo evento ganhado maior destaque que o objetivo do fórum. Achei que faltou explicação sobre o fórum visto que nossa categoria se renova todo ano, explicação de propostas antigas.... Faltou também apresentar mais a cultura do local
No 17º ENRS, é fundamental abordar a promoção da diversidade e a inclusão (LGBTQIAPN+, PCD e PPP), junto ao combate firme ao etarismo, à gordofobia e às demais violências institucionais. Pauta-se também a urgência de discutir os impactos da rotatividade de preceptores, tutores e coordenadores durante o ciclo de formação, além das condições materiais e psíquicas de trabalho: saúde mental, redução da carga horária e garantia dos auxílios de moradia, alimentação e transporte. Por fim, destaca-se a necessidade de reconhecer a relevância crucial dos residentes no SUS e combater a desvalorização desses profissionais, que já são graduados e atuam em nível de especialização.
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